Entenda o que se faz na prática, os requisitos da atividade e o papel de cada formação.
Guia produzido localmente para orientar a pesquisa da profissão. A validação temática de fontes e relações de formação continua registrada na planilha.
O que faz corretor de seguros?
O corretor de seguros intermedeia apólices entre o cliente e a seguradora: levanta riscos, compara cotações e acompanha o sinistro. Esta é uma visão inicial: as responsabilidades variam conforme organização, setor, cargo e nível de experiência.
Atividades e rotina de trabalho
- Levantar os riscos de cada cliente — casa, carro, frota, vida, obra, lavoura — e definir com ele o capital segurado e as coberturas que fazem sentido para o seu caso.
- Cotar as coberturas em seguradoras diferentes, comparar preço, franquia, carência e exclusões e explicar o contrato antes de o cliente assinar a proposta.
- Acompanhar a vigência da apólice, avisar sobre o vencimento, negociar renovação e endossos e abrir o aviso de sinistro, reunindo documentos e seguindo a regulação até a indenização.
Onde pode trabalhar
Corretoras de pequeno e médio porte, redes regionais e casas especializadas em grandes riscos; Trabalho autônomo ou como sócio de corretora própria, com carteira de clientes pessoa física e empresas; Ramos de automóvel, residencial, vida, previdência, rural, transporte de cargas, garantia e riscos de engenharia; Áreas de benefícios e gestão de riscos de empresas, cooperativas e entidades de classe
Quanto ganha essa ocupação?
R$ 2.158,77/mês
Corretor de Seguros · CBO 3545-05
Salário-base bruto CLT no Brasil, com diferentes níveis de experiência. Não é salário inicial nem garantia de renda. Fonte: Portal Salário / CAGED.
Ver contexto e dados da pesquisa →
A referência usa a ocupação Corretor de Seguros (CBO 3545-05), relacionada ao trabalho descrito nesta página. É um recorte de empregos CLT e não representa todas as formas de atuação profissional.
- Jornada semanal
- 42 horas
- Amostra da fonte
- 1.831 profissionais
- Período
- 09/2025 a 08/2026
- Consulta
- 2026-10-22
- Piso da fonte
- R$ 1.679,05
- Teto da fonte
- R$ 3.000,00
- Atualização da fonte
- 2026-10-08
A amostra reúne admitidos e desligados. Piso e teto não são limites garantidos para uma vaga. Não inclui adicionais, comissões ou faturamento de autônomos, PJ e negócios.
Formação e preparação
Nenhuma formação é exibida como caminho direto nesta versão porque a correlação com o catálogo público ainda não foi validada. A porta de entrada não é uma faculdade: para intermediar seguros é preciso obter a habilitação técnico-profissional reconhecida pela Susep, por meio do Curso de Habilitação Técnico-Profissional ou do Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional aplicados por instituições de ensino credenciadas, e depois se registrar no Sistema de Corretores, indicando os segmentos em que se pretende atuar. Muita gente chega à corretagem vinda de vendas, do setor bancário, do mercado imobiliário ou da administração de patrimônio, e complementa a formação com cursos por ramo, como vida e previdência, automóvel, rural, transporte de cargas, garantia e riscos de engenharia. Graduações em Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia ou Gestão Financeira ajudam a ler contratos, entender prêmios e organizar a carteira, mas nenhum diploma substitui a habilitação e o registro exigidos para exercer a atividade.
Requisitos e limites
A profissão é regulamentada pela Lei nº 4.594/1964, que descreve o corretor de seguros como o intermediário legalmente autorizado a angariar e promover contratos de seguro entre as sociedades seguradoras e os clientes, e condiciona o exercício à prévia obtenção do título de habilitação. Hoje esse título corresponde ao registro na Superintendência de Seguros Privados (Susep), feito pelo Sistema de Corretores com conta gov.br nível ouro, no qual a pessoa natural declara os segmentos para os quais está habilitada; a corretora pessoa jurídica precisa indicar um responsável técnico habilitado. A lei exige requisitos pessoais, como não ter condenação por determinados crimes, não ser falido e comprovar habilitação técnico-profissional no ramo pretendido, e o corretor responde profissional e civilmente pelas declarações que assina na proposta. A categoria se organiza em sindicatos estaduais, os Sincor, reunidos na Fenacor. Caso a atividade seja regulamentada, confirme conselho, legislação e regras aplicáveis no Brasil antes de tomar decisões profissionais.
Como avaliar esse caminho
Compare a rotina descrita com seus interesses e com vagas reais. Uma formação pode desenvolver fundamentos, mas não garante contratação, cargo, remuneração ou exercício de atividade regulamentada.
Perguntas frequentes
Corretor de seguros exige uma formação específica?
Depende da atividade, do setor e de exigências legais eventualmente aplicáveis. Esta página não apresenta um curso como habilitação automática; o vínculo será mostrado apenas depois de validado.
O curso garante uma vaga?
Não. Uma formação pode apoiar a preparação, mas seleção, contratação e condições de trabalho dependem de fatores próprios de cada oportunidade.
Outros caminhos para conhecer
Fontes e revisão
As referências apoiam o conteúdo sobre atividades e formação. O bloco salarial identifica separadamente a ocupação, o recorte e a fonte dos valores.