Seu próximo capítulo começa com uma oportunidade.Encontre sua bolsa ↗
Encontre sua bolsa
Ensino Médio

Vírus: estrutura e reprodução – descubra como funcionam

Vírus: estrutura e reprodução explicadas com detalhes sobre sua composição e ciclo de vida. Entenda como esses agentes invadem células e se multiplicam.

Centro de Estudos Online5 min de leitura estimadaAtualização do texto:
Começar leitura

Vírus: estrutura e reprodução

Vírus são seres acelulares, parasitas intracelulares obrigatórios, que dependem de células vivas para se reproduzir e manter suas funções vitais. Eles não possuem organização celular e são considerados por muitos cientistas como não-vivos fora do hospedeiro.

Essas estruturas microscópicas causam uma ampla variedade de doenças em humanos, animais e plantas, sendo estudados intensamente na Biologia e na Medicina. A compreensão de sua estrutura e dos ciclos reprodutivos é fundamental para o desenvolvimento de vacinas e antivirais.

O estudo dos vírus é recorrente em provas de vestibulares e do ENEM, abordando temas como a sua natureza acelular, a especificidade de hospedeiro e os mecanismos de infecção.

Características dos Vírus

As principais características dos vírus são:

  • Acelulares: Não possuem células, citoplasma, organelas ou membrana plasmática.
  • Parasitas intracelulares obrigatórios: Não conseguem se reproduzir fora de uma célula hospedeira viva.
  • Material genético: Podem ter DNA ou RNA, mas nunca ambos, como material genético.
  • Tamanho reduzido: São visíveis apenas por microscopia eletrônica.
  • Especificidade: Geralmente infectam tipos específicos de células ou hospedeiros.

Estrutura Viral

A estrutura básica de um vírus é composta por material genético e uma cápsula proteica.

  • Material Genético: Pode ser DNA (fita simples ou dupla) ou RNA (fita simples ou dupla), que carrega as informações necessárias para a replicação viral. Este material está localizado no interior do vírus.
  • Capsídeo: É uma capa protetora de proteínas que envolve o material genético. Ele é formado por subunidades proteicas chamadas capsômeros. O capsídeo protege o genoma viral e auxilia na ligação do vírus à célula hospedeira.
  • Envelope viral (opcional): Alguns vírus possuem uma camada externa adicional, composta por lipídios e proteínas, que é derivada da membrana da célula hospedeira durante a liberação do vírus. Vírus com envelope são chamados de envelopados, enquanto os que não possuem são chamados de não envelopados ou nus.

Ciclos de Reprodução Viral

Os vírus se reproduzem dentro das células hospedeiras, utilizando a maquinaria metabólica destas. Os dois principais ciclos de reprodução são o ciclo lítico e o ciclo lisogênico, geralmente observados em bacteriófagos (vírus que infectam bactérias).

Ciclo Lítico

O ciclo lítico resulta na destruição da célula hospedeira após a produção de novas partículas virais.

Etapas:

  1. Adsorção (ou Fixação): O vírus se liga especificamente à superfície da célula hospedeira por meio de proteínas de sua cápsula ou envelope.
  2. Penetração: O material genético viral é injetado na célula hospedeira. Em alguns casos, o vírus inteiro pode entrar na célula.
  3. Replicação (ou Biossíntese): O material genético viral assume o controle da maquinaria celular, direcionando-a para a síntese de componentes virais (material genético e proteínas do capsídeo).
  4. Montagem: Os novos materiais genéticos e capsídeos virais são montados, formando novas partículas virais completas.
  5. Liberação (ou Lise): As novas partículas virais são liberadas da célula hospedeira, geralmente causando a sua lise (ruptura e morte).

Ciclo Lisogênico

No ciclo lisogênico, o material genético viral se integra ao DNA da célula hospedeira, permanecendo latente por um período.

Etapas:

  1. Adsorção e Penetração: Semelhantes ao ciclo lítico.
  2. Integração: O DNA viral (pró-vírus) se integra ao cromossomo da célula hospedeira e se replica junto com ele a cada divisão celular, sem causar danos imediatos à célula.
  3. Latência: O vírus permanece inativo na forma de pró-vírus, e as células filhas herdam o DNA viral integrado.
  4. Indução: Sob certas condições (estresse, radiação UV), o pró-vírus pode se destacar do cromossomo bacteriano e iniciar um ciclo lítico, resultando na produção e liberação de novos vírus e na morte da célula.

Exemplo de Reprodução Viral: COVID-19

O SARS-CoV-2, causador da COVID-19, é um vírus envelopado de RNA que se replica em células humanas, especialmente do trato respiratório. Ele segue um ciclo de reprodução que pode ser comparado ao ciclo lítico, resultando na produção de novas partículas virais e morte celular.

Exemplo:

O vírus SARS-CoV-2 se liga aos receptores ACE2 nas células humanas através de sua proteína “spike”. Após a fusão do envelope viral com a membrana celular, o RNA viral é liberado no citoplasma. A maquinaria da célula é então sequestrada para produzir mais cópias do RNA viral e proteínas, que são montadas em novos vírions. Estes são liberados por brotamento da célula, infectando outras células e espalhando a doença.

No exemplo acima, observamos as etapas de adsorção (ligação da spike ao ACE2), penetração (fusão e liberação do RNA), replicação (sequestro da maquinaria celular) e liberação (brotamento de novos vírions).

Exercícios com Gabarito

1. (ENEM-2022)

Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios e possuem uma estrutura relativamente simples. A replicação viral depende diretamente da maquinaria metabólica da célula hospedeira.

Considerando a estrutura e o modo de vida viral, qual das alternativas abaixo apresenta uma característica INCORRETA sobre os vírus?

  • a) Podem apresentar DNA ou RNA como material genético.
  • b) São seres acelulares, não possuindo membrana plasmática, citoplasma ou organelas.
  • c) Realizam reprodução sexuada dentro da célula hospedeira.
  • d) Possuem um capsídeo proteico que protege seu material genético.
  • e) Alguns vírus apresentam um envelope lipoproteico externo ao capsídeo.

Resposta: Alternativa c: Vírus não realizam reprodução sexuada. Eles se replicam por meio de um processo que envolve a cópia de seu material genético e a síntese de seus componentes dentro da célula hospedeira, utilizando a maquinaria desta.

2. (FUVEST-2021)

Um bacteriófago é um tipo de vírus que infecta bactérias. Ao infectar uma bactéria, o material genético do vírus pode seguir dois caminhos: o ciclo lítico, no qual a bactéria é lisada, ou o ciclo lisogênico, no qual o material genético viral se integra ao cromossomo bacteriano.

Qual das seguintes afirmações descreve corretamente uma diferença fundamental entre o ciclo lítico e o ciclo lisogênico?

  • a) No ciclo lítico, o vírus se integra ao genoma da bactéria, enquanto no lisogênico, ele permanece livre no citoplasma.
  • b) O ciclo lisogênico sempre resulta na morte imediata da célula hospedeira, ao contrário do ciclo lítico.
  • c) No ciclo lítico, ocorre a produção rápida de novas partículas virais e a lise da célula hospedeira, enquanto no lisogênico o vírus pode permanecer latente.
  • d) A replicação do material genético viral ocorre apenas no ciclo lisogênico, e não no lítico.
  • e) O ciclo lisogênico é exclusivo de vírus de DNA, enquanto o ciclo lítico ocorre apenas com vírus de RNA.

Resposta: Alternativa c: No ciclo lítico, o vírus rapidamente se replica e destrói a célula hospedeira, liberando novos vírions. No ciclo lisogênico, o genoma viral se integra ao da célula hospedeira e pode permanecer latente, replicando-se junto com o cromossomo bacteriano sem causar a morte da célula imediatamente.

Equipe editorial · Centro de Estudos Online

Conteúdo preparado com apoio de inteligência artificial. Veja nossa política editorial.

Sobre a produção editorial
CONTINUE EXPLORANDO

Qual será sua próxima descoberta?

Volte à biblioteca para encontrar outros assuntos e seguir aprendendo no seu ritmo.

Explorar ensino médio Voltar ao início ↑