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Ensino Médio

Discriminante da equação do 2º grau

O discriminante permite classificar as raízes em reais e distintas, reais e iguais, ou não reais. Nesse caso, a parábola tangencia o eixo x em um único ponto.

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Discriminante da equação do 2º grau

O discriminante da equação do 2º grau, representado pela letra grega Delta (Δ), é um valor fundamental que determina a natureza e a quantidade das raízes de uma equação do tipo ax² + bx + c = 0.

Ele é a parte da Fórmula de Bhaskara que está sob a raiz quadrada, sendo crucial para entender as soluções de uma equação quadrática sem precisar resolvê-la completamente. O discriminante permite classificar as raízes em reais e distintas, reais e iguais, ou não reais.

Estudar o discriminante é essencial para estudantes do Ensino Fundamental II e Médio, além de ser um tópico recorrente em vestibulares como o ENEM, onde a análise das raízes de equações quadráticas é frequentemente cobrada.

Características

As principais características do discriminante da equação do 2º grau são:

  • Determina o número de raízes reais: Através do seu valor, podemos saber se a equação possui duas, uma ou nenhuma raiz real.
  • Simplifica a análise de equações: Permite uma compreensão rápida sobre a natureza das soluções sem a necessidade de calcular todas as raízes.
  • Parte integrante da Fórmula de Bhaskara: O discriminante (Δ = b² – 4ac) é o termo que fica sob a raiz quadrada na fórmula x = [-b ± sqrt(Δ)] / 2a.
  • Classifica as raízes: De acordo com seu sinal, as raízes são classificadas em reais e distintas, reais e iguais, ou complexas conjugadas (não reais).
  • Aplicações práticas: Fundamental em diversas áreas da matemática, física e engenharia para modelar fenômenos que envolvem relações quadráticas.

Fórmula do Discriminante

O discriminante é calculado a partir dos coeficientes da equação do 2º grau na forma geral ax² + bx + c = 0, onde a ≠ 0.

A fórmula para o discriminante é:

Δ = b² – 4ac

  • a: É o coeficiente que acompanha o termo x².
  • b: É o coeficiente que acompanha o termo x.
  • c: É o termo independente (constante).

Tipos de Raízes Determinadas pelo Discriminante

O valor do discriminante (Δ) indica a natureza das raízes da equação do 2º grau. Existem três casos possíveis:

Discriminante Positivo (Δ > 0)

Quando o discriminante é maior que zero (Δ > 0), a equação possui duas raízes reais e distintas. Isso significa que a parábola (gráfico da função quadrática) cruza o eixo x em dois pontos diferentes.

Exemplo:

Considere a equação x² – 5x + 6 = 0.
Aqui, a = 1, b = -5, c = 6.

Δ = b² – 4ac
Δ = (-5)² – 4 * 1 * 6
Δ = 25 – 24
Δ = 1

Como Δ = 1 (que é maior que 0), a equação possui duas raízes reais e distintas.

Discriminante Igual a Zero (Δ = 0)

Quando o discriminante é igual a zero (Δ = 0), a equação possui duas raízes reais e iguais (ou uma raiz real com multiplicidade 2). Nesse caso, a parábola tangencia o eixo x em um único ponto.

Exemplo:

Considere a equação x² – 4x + 4 = 0.
Aqui, a = 1, b = -4, c = 4.

Δ = b² – 4ac
Δ = (-4)² – 4 * 1 * 4
Δ = 16 – 16
Δ = 0

Como Δ = 0, a equação possui duas raízes reais e iguais (x₁ = x₂ = 2).

Discriminante Negativo (Δ < 0)

Quando o discriminante é menor que zero (Δ < 0), a equação não possui raízes reais. As raízes são números complexos conjugados. Graficamente, a parábola não intercepta o eixo x.

Exemplo:

Considere a equação x² + 2x + 5 = 0.
Aqui, a = 1, b = 2, c = 5.

Δ = b² – 4ac
Δ = (2)² – 4 * 1 * 5
Δ = 4 – 20
Δ = -16

Como Δ = -16 (que é menor que 0), a equação não possui raízes reais.

Aplicações do Discriminante

O discriminante não serve apenas para classificar raízes, mas é uma ferramenta poderosa em diversas situações:

  • Análise de gráficos de funções quadráticas: Permite saber quantos pontos a parábola intercepta o eixo x.
  • Otimização: Em problemas de máximo e mínimo que envolvem funções quadráticas, o discriminante pode auxiliar na determinação da existência de soluções.
  • Resolução de problemas do cotidiano: Muitos problemas de física, engenharia e economia são modelados por equações do 2º grau e a análise do discriminante é o primeiro passo para encontrar a solução.

Exercícios com Gabarito

1. (ENEM) Qual o valor do discriminante da equação 2x² – 3x – 2 = 0?

  • a) -7
  • b) 0
  • c) 1
  • d) 25
  • e) 30

Resposta: Alternativa d: Para a equação 2x² – 3x – 2 = 0, temos a = 2, b = -3 e c = -2.
Calculando o discriminante: Δ = b² – 4ac = (-3)² – 4 * 2 * (-2) = 9 – (-16) = 9 + 16 = 25.

2. (VUNESP) Dada a equação do 2º grau 3x² – 6x + k = 0, para que ela tenha raízes reais e iguais, o valor de k deve ser:

  • a) 0
  • b) 1
  • c) 2
  • d) 3
  • e) 4

Resposta: Alternativa d: Para ter raízes reais e iguais, o discriminante deve ser igual a zero (Δ = 0).
Na equação 3x² – 6x + k = 0, temos a = 3, b = -6 e c = k.
Δ = b² – 4ac = 0
(-6)² – 4 * 3 * k = 0
36 – 12k = 0
12k = 36
k = 36 / 12
k = 3.

3. (UNESP) A equação x² + (m-1)x + 9 = 0 não possui raízes reais se:

  • a) m = 1
  • b) m = 7
  • c) -5 < m < 7
  • d) m < -5 ou m > 7
  • e) m < 1 ou m > 9

Resposta: Alternativa c: Para que a equação não possua raízes reais, o discriminante deve ser menor que zero (Δ < 0).
Na equação x² + (m-1)x + 9 = 0, temos a = 1, b = (m-1) e c = 9.
Δ = b² – 4ac < 0
(m-1)² – 4 * 1 * 9 < 0
(m-1)² – 36 < 0
(m-1)² < 36
sqrt((m-1)²) < sqrt(36)
|m-1| < 6
Isso implica que -6 < m-1 < 6.
Somando 1 a todos os termos: -6 + 1 < m < 6 + 1
-5 < m < 7.

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